segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 0 comentários

Um Feliz 2014.!!!!!


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 0 comentários

RECEITA DE ANO NOVO

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."
Carlos Drummond de AndradeANDRADE, C. D. Receita de Ano Novo. Editora Record. 2008.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013 0 comentários

Um Feliz Natal A Todos.!!!!!!!


domingo, 22 de dezembro de 2013 0 comentários

Winnicott


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Pareidolia

Enxergar imagem de rostos humanos ou de objetos em ambientes desconhecidos, e em qualquer tipo de superfícies é um fenômeno da visão humana referido como pareidolia. Acredita-se que esse tipo de fenômeno ocorra em nossa mente pela  busca de semelhanças com imagens familiares.
Sombras de montanhas na Lua geraram uma imagem semelhante a um rosto humano.
Sombras de montanhas na Lua geraram uma imagem semelhante a um rosto humano.
pareidolia ocorre com muita facilidade quando associamos formato de nuvens, de peças de um objetivo e de lastros de tinta seca na parede com o formato de rostos humanos ou formas conhecidas. Esse fenômeno ocorre com grande frequência na percepção de artistas visuais, como desenhistas, fotógrafos e pintores. Porém, é comum rochas e pedras de uma região serem batizadas com o nome da forma que representam ter.
Tecnicamente, a pareidolia é um fenômeno não somente visual, mas psicológico ligado a estímulos vagos e aleatórios. As imagens podem ser construídas pela mente também em estruturas rochosas, florestas, reflexos em janelas e atém mesmo em pequenos objetos utilizados no cotidiano. A palavra pareidolia tem origem no grego, o termo “para” significa junto ou ao lado de algo; e “eidolia” provém de “eidolon”, que significa imagem.
A pareidolia também é utilizada para explicar a visualização misteriosa de disco voadores, fantasmas, mensagens auditivas percebidas em músicas e até a percepção de imagens de rostos humanos em fotos feitas sobre o solo de Marte. Na maioria dos casos, as formas enxergadas em objetivos, ambientes internos e externos são associados a rostos e formas humanas. Porém, as formas, na maioria dos casos, estão associadas à lembrança afetiva que cada pessoa carrega consigo, entre crianças, a pareidolia pode ser associada à imagem de animais de estimação, brinquedos e a seres monstruosos. A formação da imagem na mente da pessoa é subjetiva e tem a ver com a condição psicológica do observador.
Além de ser associada à percepção visual, a pareidolia também está relacionada à percepção auditiva. Tem sido comum pessoas ouvirem músicas no sentido contrário e identificar mensagens negativas ou positivas que poderiam comprometer o trabalho do músico autor da melodia. No campo visual, a aparição de imagens religiosa milagrosas em qualquer tipo de superfície também são explicadas pela pareidolia.

Fernando Rebouças




sábado, 23 de novembro de 2013 0 comentários

Um Skinneriano. X Um Freudiano.


Depois das provas, um momento de grande emoção, pois hoje foi a última aula de um dos professores que mais admiro no curso de Psicologia. Embora seguirei uma linha teórica diferente da Psicanálise, sua especialidade, gostaria de dizer que ele é uma das pessoas que contribui imensamente para que o curso valha a pena. Aliás, pra mim, já valeu!

Foto: Depois das provas, um momento de grande emoção, pois hoje foi a última aula de um dos professores que mais admiro no curso de  Psicologia. Embora seguirei uma linha teórica diferente da Psicanálise, sua especialidade, gostaria de dizer que ele é uma das pessoas que contribui imensamente para que o curso valha a pena. Aliás, pra mim, já valeu!

Muito obrigado, Joaquim De Oliveira Teles, e abraços Skinnerianos!
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Ver cem vezes é pouco.


domingo, 25 de agosto de 2013 0 comentários

Mensagem aos Formandos Em Psicologia do campus Tatuapé

Mensagem aos Formandos Em Psicologia do campus Tatuapé

De todos fica a saudade, o aperto no peito, os sonhos que sonhamos. De tudo ficará aquele sorriso de encontro. De tudo que fomos, saudade! Para tudo, que sejamos força, coragem! Sentiremos saudades!”
Essa citação deixa clara a todos nós a grande saudade que os colegas de classe da Universidade Paulista, ao se formarem sentirão com certeza um pelo outro. Afinal foram tantos anos de convivência, dividindo sonhos, emoções e esperanças, que com certeza essa fase ficará na memória das pessoas muito tempo, senão para toda sua vida.
Embora não esteja presente na colação de grau, fica a honra de ter sido convidado a ser o paraninfo.
Atenciosamente:
Prof. Joaquim de Oliveira Teles
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Viviani Marcelino Modesto, Stella Guariente, Luciana Santos e outras 30 pessoas curtiram isso.

Carol Santana Obrigada por tudo professor, tenho certeza que além de mim, diversos alunos se sentem orgulhosos de ter aulas com um professor tao qualificado e tão humano quanto o senhor. Segunda feira é um dos dias mais importantes da minha vida e de muitas outras pessoas, e a sensação de dever cumprido é maravilhosa. Muito obrigada por dividir todo seu conhecimento.
24 de agosto às 13:40 via celular · Curtir (desfazer) · 9

Rosangela Ap Lopes Receba nossa gratidão pelos anos em que dedicou- se a nos engrandecer com seus conhecimentos, carinho e paciência. Você Professor fará parte da nossa história para sempre.
24 de agosto às 20:23 · Curtir (desfazer) · 5

Joaquim De Oliveira Teles Obrigado Rosangela, vocês foram alunos muito especiais.
24 de agosto às 20:54 · Curtir · 1

Alvin Alves Professor, agradeço pela o oportunidade que tive de ter o Senhor como meu professor nas disciplinas; FISIOLOGIA GERAL e NEUROFISIOLOGIA és um grande Homem, foi pouco o tempo que estivemos juntos na minha trajetória como universitário, mas o suficiente...Ver mais
há 22 horas · Curtir (desfazer) · 2

Joaquim De Oliveira Teles Obrigado Alvin pelas palavras carinhosas, são aluno, melhor dizendo discípulo como você, que faz valer a pena lecionar. Obrigado mais uma vez pelo carinho.!!!
há 20 horas · Curtir · 2

Sandra Franca Nosso carinho e respeito por esse grande mestre que trouxe sua contribuição para a nossa formação com seu muito saber, dedicação e seriedade em ministrar suas matérias. Levarei para minha vida um pouco de você, ou seja, de sua postura ética e profissional simplesmente BRILHANTE. OBRIGADA Prof Joaquim De Oliveira Teles, GRANDE ABRAÇO.
há 15 horas · Curtir · 1

Joaquim De Oliveira Teles Obrigada Sandra pelas palavras carinhosas, certamente um Mestre é produto de bons Discípulos e certamento você se encontra entre eles.
alguns segundos atrás · Curtir

sábado, 17 de agosto de 2013 0 comentários

O Príncipe e o Filósofo


O príncipe Hi-Chang-Li era vaidoso e fútil.
Um dia, ao regressar de um passeio em companhia de vários amigos, encontrou Confúcio. O venerável filósofo, sentado na laje de um poço, meditava tranqüilo.
  - Eis uma oportunidade feliz- declarou o príncipe. – Consultemos esse famoso pensador sobre as dúvidas que nos ocorreram durante a excursão.
   Um dos mandarins aproximou-se de Confúcio e interrogou-o:
     - Em que consiste, ó esclarecido filósofo!, a verdadeira Caridade?
     - Em amar os homens!- foi a resposta.
    - E a Ciência?
    - Em conhecer os homens!
    - E o Erro?
    - Em confiar nos homens!
    - E qual a arte mais difícil?
    - Governar os homens!
 Ao ouvir aquelas respostas, disse o príncipe, em voz baixa, ao mandarim:
    - Noto que o velho retórico insiste em formar as respostas da mesma forma, relacionado-as, invariavelmente, com os homens. Irrita-me essa preocupação maníaca. Pretende, com certeza, diverti-se a nossa custa. É preciso interrogá-lo de modo que ele se veja obrigado a modificar o estribilho.
   - Nada mais simples- rosnou, entre dentes, o mandarim.
   - Podes dizer-me, ó eloqüente filosofo!, quantas estrelas há no céu?
     Respondeu o Mestre:
   - São tantas quantos os pecados, erros, defeitos e imperfeições dos homens!
      E depois de proferir tais palavras, levantou-se vagaroso e afastou-se dos indesejáveis arguidores.

Conto de Malba Tahan
sábado, 3 de agosto de 2013 0 comentários

UMA JANELA PARA A FILOSOFIA Final


Olhando então para o lado direito, pôde ver ao longe, uma enorme indústria que
lançava um pó branco no ar. O vento trazia o pó até a folhagem das árvores. Mesmo
distante, dava para ver que algumas árvores ao redor da indústria estavam totalmente
brancas e muitas outras estavam mortas. “O branco das árvores é a poluição da
indústria. Justo daquela que se diz tão preocupada com o meio-ambiente...” Da janela
dava pra ver também a estradinha que passava em frente à indústria e seguia até a
entrada da cidade. Por ela passavam vários operários que deixavam o seu turno, todos
com um aspecto triste, sofrido e de insatisfação. Alguns conversavam, outros tossiam,
outros simplesmente acompanhavam aquele cortejo disperso e lúgubre.
Ao mesmo tempo que o rapaz satisfez as suas primeiras curiosidades, outras
imediatamente foram surgindo: Por que o aspecto taciturno e sofrido dos operários?
Eles não deviam estar satisfeitos por terem um trabalho e, principalmente, por ter
acabado o seu expediente? Por que uma empresa tida como modelo na cidade não se
preocupa com o pó lançado sobre as árvores? E por que é justamente ela a que mais
fala em defesa do meio ambiente?
Ao retomar a cabeça para dentro da casa, o rapaz deparou-se com o velho Américo de
pé ao seu lado, com um sorriso algo maroto estampado nos lábios.
E então? – perguntou o filósofo – O que viu agora?
O rapaz contou a sua experiência e as novas inquietações surgidas. O velho ouviu tudo
atentamente e foi conversando também com o jovem.
- Bem filho, você quebrou a janela. Creio que agora você não precisa mais de mim.
Este foi o início de sua descoberta da filosofia. Você foi um bom aluno e já começou a
filosofar. Para prosseguir, vá resolver suas novas inquietações. Mas jamais se
esqueça: nunca olhe as coisas somente através das janelas - e fazendo um gesto vago
em direção aos livros acrescentou – o dia que precisar de livros...
O rapaz estava eufórico. Sorriu um pouco embasbacado. Tinha a sensação de que,
enfim, compreendera. – Tenho que ir embora agora, não é?
- Mas apareça sempre para conversarmos. Não pense que já sabe tudo...
- Com certeza. Estarei sempre aqui.
Após despedirem-se, o jovem saiu e nem se preocupou de pegar o caderno na porta.
- E o caderno? Você esqueceu!
- Pode ficar com ele. Não precisei mesmo...
- Lembre-se de me pagar o concerto da janela! O rapaz, já virando uma curva na
estrada, fez sinal de positivo, sorriu e desapareceu na estrada.
Alguns anos se passaram. Em contato com os amigos, o jovem tentava, depois de
muito tempo de busca, relatar aos amigos e fazê-los entender as suas descobertas
com relação a vários aspectos da realidade. Conversava sobre as falsas verdades que
prevaleciam entre os homens, sobre a manipulação das pessoas por interesses de
grupos, sobre o sentido da vida do ser humano, sobre as estruturas sociais
massacrantes... Mas nem sempre conseguia convencer. Muitos nada entendiam, não
queriam entender, fechavam os ouvidos e até se chateavam com a conversa. Estes,
eram sempre os mesmos e sempre iguais, nunca mudavam. Viviam na sua vidinha
medíocre na ilusão de estarem felizes e satisfeitos. Eram controlados pelo mundo e
moviam-se sem vontade própria, embora se achassem livres. Mas na verdade, eles

não haviam quebrado a janela...
terça-feira, 30 de julho de 2013 0 comentários

UMA JANELA PARA A FILOSOFIA Parte IV



No dia seguinte, repetiu-se a mesma coisa. O rapaz era insistente. A curiosidade para
ele era como um vício difícil de abandonar.
- Posso pegar um livro, seu Américo?
Ainda não.
- Mas tem vários sobre filosofia aí, porque eu não posso ler?
- Você me pediu uma coisa. Queria aprender filosofia. Se quer aprender com os livros,
basta comprá-los.
O rapaz desconcertou-se. Na sala a mesma cena dos dias anteriores. O jovem em
frente à janela e o velho na escrivaninha praticamente não se comunicava. Na cabeça
do rapaz pairavam as dúvidas do dia anterior. “Por que a cor branca do lado direito das
árvores? Por que aquela correnteza forte? Por que a chuvinha que não pára?”... “Por
que a cor branca nas árvores, a correnteza, a chuvinha? Cada vez mais seus olhos se
prendiam na janela. “Por que a cor branca? Por que a correnteza? Por que a
chuvinha?”... “A cor branca, a correnteza a chuvinha...” Aquelas dúvidas na cabeça, a
janela imóvel postando-se entre ele e a imponência da paisagem e o silêncio
enigmático do velho deixavam o rapaz extremamente irritado e incomodado. “Paisagem
com árvores com cor branca por quê? Por que correnteza forte e chuvinha que não
pára?”
E olhava a janela irritado. “Cor branca correnteza... chuvinha...” “Por que a paisagem é
assim?” “Cor branca, correnteza e chuvinha. A janela... a paisagem. O velho não fala
nada...” Sua mente estava a ponto de se desorientar. Suas perguntas ribombavam
como vozes que ecoavam em seu cérebro: “Por que a cor branca nas árvores? Por que
a correnteza forte do rio? Por que a chuva fina não cessa? O jovem ia se agastando,
mas as questões permaneciam, como se tivessem vida própria. “Por que a cor branca,
por que correnteza forte, por que chuvinha incessante... Por quê? Cor branca...”
Tomado por uma raiva súbita e explosiva que o fez agir quase que inconscientemente,
o rapaz pegou um banquinho que estava na sala e atirou-o contra o vidro da janela
com toda a força. Os estilhaços se espalharam por dentro e por fora da casa. Não
sobrou quase nada da vidraça. O barulho chamou a atenção do velho que, após um
sobressalto, voltou-se calmamente para trás. Viu o jovem de pé, arfando, com o
desespero estampado em seu semblante. O velho fitava-o enternecido, com um
aspecto paternal. Sua feição confundiu ainda mais o jovem, que esperava algum tipo
de repreensão.
- Seu Américo, desculpa... Eu não sei o que dizer, meu Deus... – Vou dar um jeito de
limpar... É que...
O velho sorriu mais uma vez.
- Não vai até lá? Perguntou o filósofo.
O rapaz ficou confuso.
Vá, vá olhar.
O visitante titubeou, mas foi até a janela destruída. Seus tênis fizeram estalar alguns
cacos pelo chão. Parou, olhou novamente o velho e depois enfiou cuidadosamente a
cabeça para fora da janela, evitando encostar nos cacos de vidro restantes.
A visão que teve foi como o ascender das luzes em uma festa surpresa, onde a
curiosidade proporcionada pela escuridão é satisfeita pela aparição do bolo, dos
parentes, dos amigos, dos enfeites, etc. A paisagem que o jovem via antes através do
vidro pareceu esticar-se ao infinito, possibilitando que ele contemplasse as respostas
para aqueles seus questionamentos.
Do lado contrário à correnteza do rio, bem próximo da casa, uma bela cachoeira
lançava suas águas sobre algumas pedras mais salientes da pequena montanha. Com
a força da queda, a água espirrava longe e molhava, como uma chuva fina, a relva nas
imediações. “Era por isso a correnteza forte! E a chuva não é chuva, são respingos!

Por isso não cessa!” A descoberta fez o jovem regozijar-se.
sábado, 27 de julho de 2013 1 comentários

Prof° Joaquim de Oliveira Teles Homenageado pelos Alunos de Psicologia do Campus Tatuapé.













sexta-feira, 26 de julho de 2013 0 comentários

UMA JANELA PARA A FILOSOFIA Parte III


No outro dia, mais ou menos na mesma hora o rapaz voltou a bater à porta do velho
Américo. Havia pensado a noite inteira. Quase pensou em desistir, mas um estalo na
mente o fez mudar de ideia e continuar a busca. “Acho que descobrir o que é filosofia”.
Pensou.
- Boa tarde, Filho. Que surpresa.
- Seu Américo, acho que descobri o que é filosofia!
O velho olhou meio cético e foi entrando na casa arrastando as sandálias.
- Deixe o caderno lá fora – pediu o filósofo já de costas.
Sentaram-se ambos novamente próximo à janela. O velho pôs-se em atitude de escuta.
- Olha como o senhor mostrou-me uma janela com uma paisagem e eu estava
querendo aprender filosofia, conclui que filosofar é contemplar as coisas belas da
natureza, sentir estas coisas e interiorizá-las. É um tipo de contemplação!
O velho ficou sério, impassível, fitando o rosto sorridente do jovem. Passados alguns
segundos o rapaz perguntou: - Acertei?
- Não estamos em um jogo de adivinhações.
- Mas não é isso que é a filosofia? – perguntou preocupado.
O velho Américo sorriu. O jovem animou-se e sorriu também. De súbito, o velho ficou
sério novamente e disse:
Não. Não é isso. – Levantou-se e foi sentar-se à escrivaninha. O sorriso do jovem foi se
desfazendo aos poucos e a raiva tomou conta de seu corpo.
- Não dá pra dizer logo o que é?
O velho permaneceu calado folheando os manuscritos. O rapaz estava irritado ao
extremo e teve vontade de ir embora. Mas insistiu em ficar, pois era persistente em
tudo o que fazia. Voltou-se para a janela e pôs-se a fixá-la com os olhos. Estava igual.
As árvores com a coloração branca do lado direito da folhagem, o rio com a correnteza
forte, a relva molhada e a chuvinha que não parava de cair. Não conseguia ver mais
nada além disso.
- Tenho que tentar modificar a paisagem com pensamento? É isso?
- Não – respondeu o velho tranqüilo.
Novamente a janela e a paisagem. Cansado daquilo, o rapaz começou a observar as
fotos dependuradas pelas paredes da sala. Em uma delas, um jovem, provavelmente o
próprio Américo, falava na rua para um grupo de pessoas, aparentemente operários.
Em outra foto ele e uma mulher se beijavam. E ainda outra, aparecia ele sentado, já
com mais idade, em uma assembléia com inúmeras pessoas.
A última foto que o rapaz observou mostrava quatro rapazes, dentre eles um que
parecia o velho filósofo, em sua juventude, brindando com copos de cerveja; nesta
todos sorriam.
Tendo passado algumas horas, o rapaz foi tomado por uma súbita curiosidade. “Por
que o lado direito das árvores possui essa coloração branca? “Por que este rio tem
essa correnteza tão forte?” “Por que esta chuvinha fina não pára?” Fez cada uma
destas perguntas ao filósofo. A resposta foi o silêncio e um sorriso que o jovem não
pode perceber. “É um começo”, sussurrou Américo para si mesmo, “é um começo...” O

rapaz não entendeu nada e zangou-se.
terça-feira, 23 de julho de 2013 0 comentários

UMA JANELA PARA A FILOSOFIA Parte II

O rapaz estava ansiosíssimo.
- O que você vê ali? – perguntou o velho apontando para a janela.
- Uma janela.
O velho sorriu.
- Uma janela – acrescentou o rapaz, querendo mostrar-se inteligente – mas com uma
paisagem atrás. – Olhou para o velho e este ainda sorria.
- A paisagem é formada por um rio, árvores, capim rasteiro. – Ainda o sorriso do
filósofo.
- Um rio com uma forte correnteza – continuou o jovem -, as árvores com uma
coloração branca do lado direito da folhagem, o capim molhado... Ah! Uma chuvinha
leve molha o capim.
O velho levantou-se, ainda sorrindo, e murmurou baixinho: “é um começo...” Foi se
afastando em direção à escrivaninha sob o olhar interrogativo do jovem.
- Fique à vontade, eu tenho umas coisinhas a fazer.
Dizendo isso foi sentar-se à escrivaninha e começou a folhear uns manuscritos. O
visitante ficou confuso, olhou para a janela pensativo e tentou ver algo mais na
paisagem que ainda não tinha dito. Não conseguiu. “O que o velho quer?” Continuou
vendo a paisagem através do vidro. Ela continuava a mesma.
- É bonita a paisagem, né? – perguntou ao filósofo.
O velho pareceu nem ouvir. “O que tenho que dizer?” O rapaz continuava olhando para
a janela. Nada havia mudado.
“O que isso tem a ver com eu querer aprender filosofia? O que é a filosofia afinal?
Levantou-se e foi em direção à estante de livros. Escolheu um com os olhos e quando
estendeu a mão para pegá-lo foi repreendido pelo velho.
- Não. Não pegue nenhum livro aí.
- Não pode? – perguntou o rapaz meio assustado.
- Por enquanto não.
“Que diabo de lição é esta?” O jovem estava totalmente confuso. “Será que este velho
é caduco? Eu quero aprender e nem posso olhar um livro?” Sentou-se novamente em
frente à janela e ficou pensativo. Tudo estava igual.
Algumas horas se passaram e a tarde começava a morrer. O velho levantou-se e
dirigiu-se ao rapaz, que não havia tirado os olhos da janela.
Já está ficando tarde. É melhor você ir.
- Mas... E a aula? – O velho sorriu mais uma vez abriu a porta para o jovem sair.
- Boa tarde, filho. Não esqueça o caderno lá fora.
O rapaz zangou-se. Ficou uns segundos parado, olhou uma última vez para a janela e
depois saiu. – Boa tarde... Professor.

Meu nome é Américo. Pode me chamar assim.
sexta-feira, 19 de julho de 2013 0 comentários

UMA JANELA PARA A FILOSOFIA Parte I



Mauricio A. Guerriere 

Um rapaz sedento de saber ouviu falar acerca de um velho filósofo que vivia numa
casa de madeira próxima à floresta. Pouco se sabia das atividades deste velho, muito
menos de sua juventude. Mas motivado por uma curiosidade pujante, o rapaz dirigiu-se
à casa do filósofo com o intuito de iniciar-se na arte de filosofar. Para o jovem isso lhe
traria tranqüilidade e paz interior. Imaginou-se um daqueles discípulos orientais que procuram um mestre asceta para encaminhá-lo nas virtudes do espírito e do
transcendente.
Munido com um caderno e uma caneta, o jovem bateu à porta da casa de madeira.
Após alguns segundos a porta se abriu e surgiu a imagem de um velho moreno, quase
careca, com uns óculos redondos pousados sobre o nariz. Usava calças largas e
sandálias franciscanas. Ao ver o jovem, esboçou na face um leve espanto.
- Pois não? – disse.
- pode parecer besteira... o senhor é filósofo, não é? Pois bem... eu gostaria de
aprender filosofia, mas se não der, tudo bem...
O velho filósofo fez uma expressão interrogativa e permaneceu em silêncio por alguns
segundos.
- Aprender filosofia... acredita que eu possa lhe ensinar? – prosseguiu o velho.
- Tenho certeza disso! – querendo agradar – acho que o senhor é um grande sábio,
não é?
- Se eu disse que sim, filho, já seria um péssimo professor. Quem neste mundo é
sábio? Existem muitos? Não creio, pois o mundo continua perverso. – e acrescentou
fazendo um gesto vago – entre, filho. Não tem medo?
- Não, de jeito nenhum – respondeu o jovem terminando de anotar as palavras do velho
em seu caderno - não tenho medo não.
- Isso já é um bom começo.
O velho foi entrando e o rapaz o seguiu com o caderno. O filósofo voltou-se e disse: -
Ah, deixe seu caderno aí fora. Na saída você pega.
O jovem ficou confuso, mas atendeu à solicitação. Entraram em uma sala com várias
almofadas pelo chão e o anfitrião convidou o visitante para sentar-se. Havia uma janela
de vidro fechada no centro da parede que possibilitava a visão dos fundos da casa. Era
uma bela paisagem. Na mesma sala havia uma estante repleta de livros e uma

escrivaninha ao lado.
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Comentários Dos Meus Ex Alunos Sobre A Minha Homenagem


o                                                       
Priscilla Gonçalves Mais do que merecido!!!
o                                                       
Rita Gabriades Muito merecido! Parabéns vc merece bjs saudades!!
o                                                       
Joaquim De Oliveira Teles Obrigado Rita, também sinto saudades.
há 13 horas · Curtir · 1
o                                                       
Fabiane Ribeiro Mais que merece... 
o                                                       
Patricia Oliveira Parabéns!! Homenagem mais q merecida!!!
o                                                       
Márcio Gonçalves Parabéns professor você merece muito!!!
o                                                       
Babi Morais Parabéns professor, a homenagem será mais do que merecida!!
o                                                       
Carla Carotenuto Homenagem justa e merecida, caro colega! Parabéns!!!
o                                                       
Telma Terumi Watari Silvério Obrigada professor pela sua presença neste momento tão esperado por nós! até a colação!!
o                                                       
Diva Teles Parabéns marido, realmente merecido, eu vejo a dedicação e o amor que você sempre dispensou aos seus alunos, em todos estes anos de vida acadêmica.
o                                                       
Sheilinha Fernandes Justíssimo....
o                                                       
Renato Joaquim Rafaela Garbosa Mais que merecido..... Parabéns
o                                                       
Carla Cabral Carlos Vc merece professor querido, me sinto honrada em ter sido sua aluna, bjs.
o                                                       
Rony Braga Fez por merecer essa homenagem!
o                                                       
Dayse Rodrigues Merece! Professor excelente! Explica maravilhosamente bem a matéria! Pena que vou pro campus Paraíso... O Sr não dá aula lá não né?
o                                                       
Nathalia Gimenes Com certeza é um professor querido por todos! Até lá!!!
o                                                       
Alice Bulka Excelente professor!
o                                                       
Daiane Estevão Parabéns professor, aprendi muito com o senhor...
o                                                       
Daniela Andrade Você merece!!!!
o                                                       


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