quarta-feira, 20 de junho de 2012 0 comentários

Psicanálise


“O conceito de cura dentro do processo psicanalítico veio se modificando e se ampliando de tal modo que hoje não é mais uma terapia indicada para personalidades patológicas ou desajustadas, mas capaz de beneficiar a todos os tipos de pessoas, especialmente as que trabalham em atividades assistenciais, psicológicas e sociais.”

Osvaldo Hamilton Tavares – Procurador de Justiça

Retirado do Blog da Dra Jonia Ranali

sábado, 16 de junho de 2012 0 comentários

Gnomo Jacinto


Em algum ponto da floresta, o pequeno gnomo Jacinto chorava enquanto conversava com o sábio Gnomo-mestre...
 
- Quando lembro de tudo o que já me aconteceu sinto o chão me faltar.
 
Fico tonto, sabe? Por que será que sofro tanto? Será que, por algum motivo, a Fada da Sorte escolheu caminhos distantes dos meus? Será que todos os contratempos a mim destinados resolveram acontecer de uma só vez?
Mestre, já não suporto viver assim...
 
O Gnomo-mestre, que reunia folhas numa pequena cabaça, olhou para o aprendiz e disse:
 
- Meu pequeno Jacinto, percebes o que acontece com as lágrimas que derramas?
 
- Como assim? Senhor, eu não compreendo o que dizes.
 
Apontando para algumas áreas da mata, o velho e experiente gnomo respondeu:
 
- Olha com atenção.
 
Por todo o caminho espalham-se flores justamente nos lugares onde tens vertido teu pranto. Tuas lágrimas mágicas tem feito brotar lírios, papoulas e perfumadas alfazemas nos lugares onde caem.
 
Jacinto olhou ao redor e falou demonstrando admiração e um certo aborrecimento:
 
- Mas então... quer dizer que o meu destino e sofrer para fazer a floresta se encher de cor e perfume? É preciso que meu coração morra aos poucos para a Natureza se encher de vida? Isso não é justo!
 
Com toda a tranqüilidade, o Gnomo-mestre respondeu:
 
- Os olhos vêem o que querem ver. O coração sente o que quer sentir.
 
Então é essa a interpretação que fazes? Se o teu sofrer, meu pequeno, faz brotarem as flores mais belas, o que poderia então surgir do teu sorriso luminoso? Se transformas o verde da floresta num tapete multicolorido quando choras, o que poderia acontecer no momento em que espalhasses a alegria? Não será esse o momento de mudar a semente que espalhas?
 
Percebes o poder que tens nas mãos? A dor cumpre o seu papel e tem sua razão de ser. Sim, deve ser vista. Mas os olhos não podem se fixar nela por muito tempo, senão perdem a chance de ver o crescimento que ela própria fez acontecer.
 
As orelhas do gnomo Jacinto se movimentavam enquanto recebiam as preciosas orientações do sábio, como se não quisessem deixar escapar uma única palavra. Seus olhos, agora mais atentos, notaram que uma luz começava a brilhar em seu peito. Teve vontade de sorrir mas estava difícil, uma vez que sua boca tinha perdido esse hábito. Portanto fez um esforço e logo, seus dentes estavam a mostra. Foi aí que algo incrível aconteceu: quanto mais ele ria mais crescia. Crescia e crescia.
 
Quem jamais poderia imaginar que Jacinto era um gigante? Aquele pequeno gnomo era agora um gigante grandalhão e sorridente. Ele continuou rindo e sua risada ecoava nas montanhas e se transformava em música; música mágica que curava os passarinhos feridos e as plantinhas doentes.
 
De uma hora para outra a floresta era só brilho e festa.
 
Jacinto procurou o Gnomo-mestre para agradecer, mas não conseguia mais enxergá-lo. E foi ai então que, fechando os olhos, ouviu uma voz que dizia:
 
"- Há e sempre haverá uma forma mais doce de viver. O sofrimento, no momento em que é percebido como sofrimento, já está no ponto derradeiro da sua função e precisa ser substituído por uma outra semente. Agradeça as lágrimas do passado e diga-lhes adeus. O momento agora e de focalizar os sorrisos do futuro.

Autoria Desconhecida
quarta-feira, 13 de junho de 2012 0 comentários

Pensamento do Dia # 36

 Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração



Dalai Lama
segunda-feira, 11 de junho de 2012 0 comentários

HISTÓRIA DOS HIMALAIAS


Pai e filho caminhavam em silêncio por uma trilha na montanha. De repente o menino cai, se machuca e grita:
- Ai !!!
Para sua surpresa, escuta sua voz se repetir em algum lugar da cordilheira:
- Aiiii......
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe uma resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
 - Seu covarde!
Escuta :
- Seu covarde!
Grita mais uma vez:
- Seu perdedor!
Escuta:
- Seu perdedor!
Olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso?
O homem sorri e fala:
- Meu filho, sente-se aí e preste atenção.
Então, o pai grita em direção à montanha:
- Eu amo você!
Os dois escutam:
- Eu amo você!
- Eu admiro a sua garra!
A voz responde:
- Eu admiro a sua garra!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado e pergunta:
- Pai, o que é isso?
O homem explica:
- AS PESSOAS CHAMAM ISSO DE ECO, MAS NA VERDADE ISSO É A VIDA. ELA SEMPRE DEVOLVE O QUE VOCÊ LHE DÁ. Não adianta querer mudar as palavras do vento. Mude as palavras que saem do seu coração. Filho, a vida é como um espelho. Não adianta quebrá-lo, quando ele mostra um rosto que você não gosta. Mude o rosto, as suas atitudes e as suas ações, para que a vida seja do jeito que você merece.NOSSA VIDA É SIMPLESMENTE O REFLEXO DAS NOSSAS AÇÕES.
SE VOCÊ QUER MAIS AMOR NO MUNDO, CRIE MAIS AMOR NO SEU CORAÇÃO.
SE VOCÊ QUER MAIS COMPETÊNCIA DA SUA EQUIPE, DESENVOLVA A SUA PRÓPRIA  COMPETÊNCIA.
O MUNDO É SOMENTE A PROVA DA NOSSA CAPACIDADE.
TANTO NO PLANO PESSOAL QUANTO NO PLANO PROFISSIONAL, A VIDA VAI LHE DAR DE VOLTA O QUE VOCÊ  DEU A ELA.
SUA EMPRESA É VOCÊ. SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA; É CONSEQUÊNCIA DO QUE VOCÊ É. TEM A SUA CARA, É EXATAMENTE DO TAMANHO DA SUA VISÃO DO MUNDO.
retirado do Blog da Psicanalista Dra. Jonia Ranali

quarta-feira, 6 de junho de 2012 0 comentários

Psicossomática III


Averiguando a história sabe-se que a doença, em tempos primórdios, era concebida como castigo divino. Logo, vem Hipócrates dizendo que as doenças se originam dos conflitos psíquicos, que há uma relação simultânea entre corpo e espírito e descreve que as doenças orgânicas são influenciadas por problemas psíquicos, em geral, inconscientes. No ano de 1818 Heinholt introduz o termo, que tinha como intenção classificar sintomas, sinais clínicos e doenças descritas como mentais, assim, qualquer patologia que tivesse manifestação física e que fosse de origem mental seria denominada psicossomática.
A palavra psicossomática é derivada de psique (mente) e soma (corpo). Atualmente a psicossomática é designada como uma vertente da ciência que aborda e trata as questões humanas buscando promover saúde tanto orgânica quanto psíquica e social.
Por entender o ser humano com uma visão integrada, de unicidade entre mente e corpo há autores que afirmam que toda doença pode ser considerada psicossomática uma vez que o soma e a psique do sujeito são inseparáveis, indissociáveis. Mas só é diagnosticado como tal, quando há uma doença orgânica a qual não possui um histórico condizente com a mesma, levando-se assim a considerar os aspectos emocionais e subjetivos.
O corpo, sendo a estrutura física do sujeito é, portanto, o lugar de vida e também de morte. Tudo que é interpretado das experiências vividas vai repercutir de alguma maneira na esfera física do sujeito em sua totalidade.
Quando há sofrimento psíquico com o qual a pessoa não encontra um escape ou até mesmo não tem condições de lidar com ele, vai-se acumulando e o corpo tende a somatizar. Se a pessoa não expressa, o organismo terá que encontrar uma maneira de manifestar. Angustias não externalizadas ficam no corpo e acabam afetando algum órgão, ou vários. Tanto o mental é influenciado pelo físico quanto vice versa.
Bronquite, asma, gastrite, úlcera, enxaqueca, depressão, dermatites, anorexia, obesidade, pressão alta ou baixa, impotência sexual, frigidez, dores musculares, dependência química, são alguns exemplos de danos à saúde que podem ter sua origem em motivos psíquicos.
 Uma manifestação física interfere em toda a imagem corporal que se construiu ate o presente momento da vida e geralmente demanda de uma nova estruturação da maneira de viver. Pode haver casos em que a doença se manifesta como um mecanismo de defesa em relação à uma realidade insuportável, assim a pessoa consegue evitar, fugir, se esquivar de situações desprazerosas, não que a pessoa aja de má-fé, mas o organismo tenta, inconscientemente, se defender.
O fato de a enfermidade ser de origem mental é indispensável o acompanhamento clínico tendo em vista que os sintomas não são inventados, se tornaram biológicos e são causadores de intensos sofrimento a quem o vivencia. Sendo detectado que não tem uma causa orgânica, as questões psicológicas devem ser tratadas juntamente com as físicas para que sejam amenizados ou findados os sintomas e também para que se evitem sequelas futuras.
Psicóloga Katree Zuanazzi
CRP 08/17070

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Psicossomática II



Doenças psicossomáticas tem sua principal origem no sistema nervoso.
As doenças psicossomáticas podem exercer ação na saúde do corpo de maneira intensa.

A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo.

As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise. As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais.

O corpo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
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O Cachorro e Sua Sombra

Um cachorro, que levava na boca um pedaço de carne, ao atravessar uma ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu. 

Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o cachorro refletido na água, para tomar o pedaço de carne que pensa ser maior que a sua. 

Agindo assim ele perdeu a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe. 

Autor: Esopo 

Moral da História: É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo duvidoso.
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