domingo, 2 de junho de 2013 0 comentários

O Pastor e o Barbeiro

Um pastor todos os meses ia cortar o cabelo no barbeiro próximo à igreja.
Um dia o barbeiro tomou coragem e disse:
- Eu não acredito em Deus.
Pastor: Por que?
Barbeiro: Porque há tanta fome, peste, violência, guerras, injustiças, corrupções. Como pode haver um Deus Bom e Justo?
O pastor não disse uma só palavra.
Ao sair da barbearia, o pastor viu um mendigo cabeludo. Imediatamente,
voltou a barbearia e disse ao barbeiro:
- Eu não acredito nos barbeiros!
Barbeiro: - Por que?
Pastor: - Porque acabei de ver um pobre homem necessitado de um corte de cabelo, sem condições de pagar pelo corte.
Barbeiro: - Mas isso é porque ele não vem a mim.
Pastor: - Entendeu, agora?
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Saber Esperar.

Certa vez, em antiga cidade da Arábia, havia um velho mercador que vivia
pobremente em humilde casebre. Seu velho sonho era o de possuir um belo tapete com o qual pudesse adornar sua casa enquanto vivesse, e seu túmulo quando a morte o convocasse inexorável.
Entretanto, não desejava um tapete comum, mas um raro e custoso trabalho que encerrasse todas as qualidades e não tivesse nenhum defeito, por mais insignificante que fosse. Há longo tempo trabalhava para o seu sustento e economizava dos seus parcos recursos a fim de amealhar o suficiente para a realização do seu velho sonho!
Após a poupança de muitos anos calculou que já possuía quantia animadora e resolveu procurar a peça para verificar se já estava em condições de adquiri-la. Começou então a busca.
Pelas suas mãos experientes e pelos seus olhos inquiridores passaram dezenas de peças em uma variedade verdadeiramente prodigioso, todavia, se algumas provocaram verdadeira explosão de entusiasmo, decepcionava-se em seguida porque logo se lhe atentava em algum defeito.
Gastou assim longo tempo e, chegou por fim à conclusão que o tapete com o qual sonhava, não existia. Ninguém ainda conseguira fabricá-lo. Os amigos aconselhavam-no a desistir da busca ou a contentar-se com os belos mais imperfeitos trabalhos que examinara, mas, o velho mercador abanou a cabeça resoluto, dizendo: - Se o tapete perfeito que eu desejo não existe, é preciso fazê-lo. E, se ninguém consegue fazê-lo, eu o farei!
Alguns, observando a sua idade um tanto avançada, riam-se dele, acreditando-o senil, outros tentavam dissuadi-lo mostrando-lhe sua ignorância na arte difícil do artesanato. Mas, o mercador, obstinado, procurou por uma casa onde se fabricavam lindos e coloridos tapetes e, humildemente começou a trabalhar como aprendiz, iniciando-se na tecelagem.
Depois de algum tempo de esforço e forca de vontade, julgou-se com conhecimentos suficientes e, despedindo-se dos companheiros que o tinham ensinado, preparou-se para iniciar seu trabalho. Adquiriu todo o material, tendo cuidadosa e pacientemente examinado sua qualidade e finalmente iniciou corajosamente o trabalho.
Durante os anos que lhe restaram de vida, trabalhou na confecção do seu tapete. Cada dia, ao encerrar a tarefa admirava embevecido sua obra e não hesitava em desmanchar o ponto que lhe parecia imperfeito. Sentia-se feliz.
E pensava:
- Jamais alguém realizou um tapete tão belo e perfeito como este! Quando desencarnou, não havia conseguido terminá-lo, mas, seus amigos conhecendo-lhe o velho desejo, adornaram seu túmulo com o tapete inacabado, procurando assim cumprir seu último desejo.
Durante muito tempo o espírito do mercador desencarnado, permaneceu jungido ao tapete procurando terminá-lo. Nada pôde afastá-lo dessa obstinação, até que foi novamente atraído à reencarnação na terra. Viveu existência difícil e obscura, procurando por algo que não sabia definir.
Quando o sofrimento o atingiu nas lutas de cada dia, objetivando reajuste inevitável com a Lei, encontrou nele reservas inusitadas de paciência e resignação, de esperança e confiança no porvir. E, assim, seu espírito foi atravessando algumas existências, enriquecendo-se cada vez mais de virtudes, até que, após uma proveitosa e vitoriosa encarnação, foi recebido festivamente pelos amigos e companheiros alegres, no plano espiritual.
Durante a recepção, emocionado diante de tantas atenções e demonstrações de carinho, num vislumbre retrospectivo, recordou-se de algumas encarnações anteriores e, num átimo, lembrou-se, como a criança que se recorda de uma travessura, do seu antigo desejo de obter um tapete perfeito. 
Usando os arquivos da memória, desejou rever o tapete inacabado que durante tanto tempo o maravilhara. Todavia, o trabalho que se lhe apresentou à visão decepcionou-o. Não possuía nada de maravilhoso, pelo contrário, agora, vendo-o como realmente era, notava-lhe uma porção de defeitos. Um tanto acabrunhado, verificou que seu sonho de tantos anos não passava de um trabalho de principiante, muito inferior aos que tantas vezes examinara e se recusara a comprar.
Foi quando notou a presença de luminoso companheiro e amigo, que acompanhando-lhe o pensamento, disse-lhe: - Não te envergonhes da tua obra, por mais imperfeita que ela agora te pareça. Há muito mais valor na obra que sai das nossas mãos, do nosso esforço, da nossa vontade, por mais carentes que sejam, do que as que passam pelos nossos olhos por mais belas que se nos afigurem. O tapete inacabado, é precioso para ti, porque a ele deves o desenvolvimento da tua força de vontade, a conquista da humildade reiniciando em idade avançada um aprendizado difícil. Recorda-te, que já tuas mãos não eram firmes, teus olhos não enxergavam claro e teu corpo doía no esforço da posição que o trabalho exigia. A ele deves a conquista da paciência construindo com tuas próprias mãos o trabalho desejado. Olha bem para ele e perceberás o quanto
lhe deves!
O ex-mercador, comovido, fitou novamente o velho tapete inacabado e, com espanto notou que ele se revestia de luz em diversos pontos, colorindo-se de maneira admirável. Em poucos instantes, transformou-se no mais belo e maravilhoso tapete que jamais vira.
Surpreendido, voltou-se para o amigo que explicou, sorrindo:
- Enquanto continuavas tuas lutas na Terra, os teus amigos resolveram ajudar-te para que continuasses a confecção do teu tapete. Para isto, constituíram pontos de contato entre as virtudes que desenvolvestes na confecção da peça, impregnando-a tu mesmo, à medida que as desenvolvia, calorias e melhoravas o tapete que ora, na festividade do teu regresso, te entregamos, como símbolo que é da conquista da tua perfeição espiritual que como sabes era e é a única meta que inconscientemente te norteava os desejos. Leva-o agora para adornar o lar que te espera no aconchego deste regresso feliz e lembra-te sempre que na vida, para a conquista do que almejamos, é imprescindível saber esperar.
sexta-feira, 31 de maio de 2013 0 comentários

Winnicott

Donald Woods Winnicott nasceu em 1896 numa família rica de comerciantes em Plymouth, na Inglaterra. Ao entrar na faculdade de Medicina, foi convocado para servir como enfermeiro na Primeira Guerra Mundial, na qual fez as primeiras observações sobre o comportamento humano em situações traumáticas. Especializou-se em pediatria, trabalhando 40 anos no Hospital Infantil Paddington. Paralelamente, preparou-se para ser psicanalista. Trabalhou como consultor psiquiátrico do governo, tratando de crianças afastadas dos pais na Segunda Guerra Mundial. Em 1949, separou-se da primeira mulher, a artista plástica Alice Taylor. Dois anos depois, casou-se com Clare Britton, psicanalista e organizadora dos trabalhos do marido. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise e morreu em Londres, em 1971. 
segunda-feira, 20 de maio de 2013 0 comentários

Quem foi Édipo?



Para construir o conceito de Complexo de Édipo, Freud utilizou-se da mitologia grega, mais especificamente do teatro, escrito por Sófocles chamado “Édipo Rei”.
O mito conta a história de Laio, rei de Tebas, que teria sido avisado por um Oráculo sobre seu futuro maldito: ele seria assassinado por seu próprio filho que se casaria com sua mulher, ou seja, a mãe deste. Para evitar que isso se concretizasse, Laio decide abandonar a criança num lugar distante, colocando-lhes pregos nos pés, para que morresse. Um pastor encontra a criança e lhe dá o nome de Edipodos (pés-furados). Essa criança, mais tarde é adotada pelo rei de Corinto. Ao consultar o oráculo, Édipo recebe a mesma mensagem que seu pai Laio recebera anos antes, mas, acreditando que se tratava dos pais adotivos, Édipo foge de Corinto. Em sua fuga, Édipo se depara com um bando de negociantes e seu líder e acaba por matá-los todos em uma briga, sem saber que esse líder era Laio, seu pai. Ao chegar a Tebas, Édipo decifra o enigma da Esfinge e livra a cidade de suas ameaças, assim recebe o trono de rei e a mão da rainha Jocasta, agora viúva. Os dois se casam e têm quatro filhos.
Anos depois, quando uma peste chega à cidade, Édipo e Jocasta consultam o oráculo para tentar resolver essa questão e acabam por descobrir que são mãe e filho. Jocasta suicida-se e Édipo fura os próprios olhos como punição por não ter reconhecido a própria mãe.
O que é Complexo de Édipo?
Freud se apropria do mito de Édipo para formular sua ideia de que exista na relação da tríade (pai-mãe-criança) um desejo incestuoso da criança pela mãe e a interferência odiada do pai nessa relação.
Assim, o Complexo de Édipo é uma formulação usada para explicar o desenvolvimento sexual infantil. Esse conceito foi trabalhado diversas vezes durante a construção da teoria freudiana e posteriormente por seguidores da psicanálise, tornando-se uma formulação ainda em construção à qual se dedicam inúmeros autores ao redor do mundo.
Uma das características marcantes da evolução do conceito de Complexo de Édipo é a atribuição, cada vez maior, de valor à fantasia. Isso porque a formulação edípica foi justamente a saída de Freud, quando decide abandonar a Teoria do Trauma, que colocava no plano do real a origem da neurose. Para entender melhor, vamos refazer resumidamente esse caminho percorrido por Freud.
Inicialmente, baseado nos relatos clínicos, Freud chegou a acreditar que a neurose adulta era decorrente de um trauma sexual, ocorrido na infância, que retornava anos mais tarde, na puberdade. Essa teorização, todavia, foi sendo desconstruída à medida que Freud passa a considerar que as experiências de seus pacientes se tratavam não de traumas reais, mas de fantasias. A mudança na teoria freudiana a partir disso é significativa: atribui-se grande valor ao conflito psíquico e admite-se a ambivalência de sentimentos das crianças na relação com seus pais.
Segundo Freud, a resolução do Complexo de Édipo é responsável pela inserção da criança na realidade, pela quebra das relações simbióticas, através do reconhecimento das interdições, ou seja, pelo reconhecimento do pai na relação. Esta figura paterna, inicialmente percebida como mero obstáculo à realização dos desejos, é aos poucos introjetada.
O complexo de Édipo é estruturante da personalidade, e a dificuldade em ultrapassar esse momento e identificar-se a figura paterna pode ser a explicação de muitos comportamentos de dependência e imaturidade de indivíduos adultos. A inserção da figura paterna depende, entre outros elementos, da postura da mãe com relação ao pai. Não se pode falar em uma idade exata para que o complexo de Édipo se manifeste ou se dissolva. Freud falava em uma fase entre os três e os seis anos de idade. Para outros psicanalistas como Melanie Klein, a introjeção da figura paterna acontece bem antes, logo nos primeiros anos de vida.

;Autoria  do Artigo: Juliana Spinelli Ferrari
domingo, 19 de maio de 2013 0 comentários

De fato, não podemos traduzir a linguagem do inconsciente para a consciência sem empresta-lhe palavras do nosso domínio consciente."
Melanie Klein
domingo, 7 de abril de 2013 0 comentários

Diferenças Entre Paixão e Amor



1. A paixão vive na lama da insegurança; o amor vive no terreno da
confiabilidade;
2. A paixão controla os passos; o amor incentiva a caminhada;
3. A paixão arde em ciúme do outro; o amor queima em prazer pelo sucesso
dele;
4. A paixão corrige em público e elogia em particular; o amor faz o
contrário;
5. A paixão é agitada e agressiva; o amor, calmo e protetor;
6. A paixão produz o individualismo; o amor, a individualidade;
7. A paixão gravita na própria órbita; o amor pensa nos outros;
8. A paixão flutua entre o "céu e o inferno" em instantes; o amor é estável,
mesmo diante das contrariedades;
9. A paixão é inquieta, nutre-se com a ansiedade; o amor é paciente,
nutre-se com o cardápio da tranquilidade;
10. A paixão vê a tempestade e se amedronta; o amor vê no mesmo ambiente a
chuva e, com ela, a oportunidade de lançar suas raízes;
11. A paixão produz rompimentos traumáticos; o amor dá sempre uma nova
chance;
12. A paixão cobra muito; o amor entrega muito;
13. A paixão gera janelas killers, produz traumas, diminui, humilha,
inferioriza, compara, enquanto o amor produz janelas lights, exalta,
promove, incentiva, aplaude;
14. A paixão aprisiona os apaixonados em torno de si; o amor liberta os
amantes, os faz enxergarem um mundo de oportunidades ao seu redor;
15. A paixão não tem dignidade, faz chantagens, não admite em hipótese
alguma a perda, enquanto o amor é nobre, não pressiona, dá liberdade para o
outro partir. Só o amor inteligente sabe que o medo da perda acelera a
perda.


Mentes Brilhantes Mentes Treinadas.
Augusto Cury

quinta-feira, 14 de março de 2013 0 comentários

Neuroses e os estudos de Freud Parte II




Neurose de abandono - Denominação introduzida por psicanalistas suíços (Charles Odier, Germanie Guex) para designar um quadro único em que predominam a angustia do abandono e a necessidade de segurança. Trata-se de uma neurose cuja a etiologia seria pré-edipiana. Não corresponderia necessariamente a um abandono sofrido na infância. Os sujeitos que apresentam esta neurose chamam-se “abandonicos”Neurose de Destino – Designa uma forma de existência caracterizada pelo retorno periódico de encadeamento a que o sujeito parece estar submetido como a uma fatalidade exterior, ao passo que segundo a psicanálise convêm procurar as suas causas no inconsciente e especificamente na compulsão à repetição.
Neurose (ou síndrome) do fracasso – Denominação introduzida por René La Forgue e cuja a acepção é muito ampla. Designa a estrutura psicológica de toda uma gama de sujeitos desde àqueles que, de um modo geral, parecem ser os artífices da sua própria infelicidade ate os que não podem suportar obter precisamente aquilo que mais ardentemente parecem desejar. Quando os psicanalistas falam de neurose de fracasso, tem em vista o fracasso enquanto conseqüência do desequilibro neurótico, e não enquanto condição desencadeante ( perturbação reativa do fracasso real)
Neurose Familiar – Expressão utilizada para designar o fato de que, em uma determinada família, as neuroses individuais se completam, se condicionam reciprocamente, e para evidenciar a influência patogênica que a estrutura familiar, principalmente a do casal parental, pode exercer sobre as crianças.* a expressão “neurose familiar” já não é utilizada em psicanálise.
Neurose Narcísica - * Expressão que tende hoje a desaparecer do uso psiquiátrico e psicanalítico, mas que encontramos nos escritos de Freud para designar uma doença mental caracterizado pela retirada da libido sobre o ego.Opõe-se assim às neuroses de transferência.
Neurose Traumática – Tipo de neurose em que o aparecimento dos sintomas e consecutivo a um choque emotivo, geralmente ligado a uma situação em que o sujeito sentiu sua vida ameaçada. Manifesta-se no momento do choque, por uma crise ansiosa paroxística, que pode provocar estados de agitação, de entorpecimento ou de confusão mental. Sua evolução ulterior, que sobrevivem a maior parte das vezes após um intervalo livre, permitiria que se distinguissem esquematicamente dois casos:o traumatismo age como elemento desencadeante, revelador de uma estrutura neurótica preexistente.O traumatismo toma parte determinante no próprio contudo do sintoma(ruminação do acontecimento traumatizante, pesadelo repetitivo, perturbações de sono...) que parece como uma tentativa repetida de “ligar” e ab- reagir o trauma. Tal “fixação no trauma” é acompanhada de uma inibição mais ou menos generalizada da atividade do sujeito. É a esse ultimo quadro, que Freud e os psicanalistas reservam habitualmente a denominação de neurose traumática.
Neurose Mista – Forma de neurose caracterizada pela coexistência de sintomas provenientes, segundo Freud, de neuroses etimologicamente diferente diferentes.
Neurose de Caráter - Conceito psicanalítico que descreve traços de caráter ora como derivações de fase do desenvolvimento ora como análogos de sistemas particulares. Aquelas poderiam incluir o caráter oral ou anal; estes poderiam incluir o caráter histérico ou obsessivo. As manifestações de neurose de caráter são consideradas como intermediárias entre traços normais de caráter e sintomas neuróticos. O termo é inconveniente, já que pode incluir qualquer transtorno da personalidade e do comportamento.
Neurose de Compensação – Sintomas psiquiátricos induzidos, exacerbados ou prolongados como resultado de políticas sociais ou socioculturais. Deve ser diferenciado de compensação enquanto processo psicológico. Esta condição pode ocorrer entre vítimas de acidentes em litígio por compensação legal, veteranos de guerra que solicitam pensões ligadas ao serviço, e pacientes psiquiátricos que buscam benefícios por incapacidade junto ao seguro social. É especialmente freqüente em sociedades que tem seguros por acidentes e ou por incapacidade e invalidez, pensões especiais para veteranos e indenizações para trabalhadores. Pode acompanhar quase todos os transtornos psiquiátricos.
Neurose Depressiva – Termo impreciso originado da teoria psicanalítica (depressão caracterológica), mas que subseqüentemente adquiriu vários significados, muitos dos quais contraditórios ou não relacionados a considerações psicodinâmicas. A neurose depressiva tem sido definida pela ausência de sintomas ou sinais de depressão endógena, por sua relação causal com uma situação ou evento estressante e por sua ligação a um padrão de personalidade mal-adaptativo.
Neurose Histérica Dissociativa – reação histérica em que o paciente se defende dos conflitos através de episódios de dissociação: amnésia, confusão, personalidade múltipla, etc.
Neurose Histérica de Conversão - neurose cujos sintomas mais aparentes são manifestações somáticas funcionais, embora a cronicidade das mesmas provoque por vezes modificações anatômicas irreversíveis; difere da neurose de angustia por, ser, neste caso, a angústia “convertida” em disfunção, que simbolicamente representa o conflito ( membro paralisado, como defesa e ação hostil, por exemplo).
Neurose de Angústia – tipo mais simples de psiconeurose, onde a angustia é o sintoma capital; evolui em crises mais ou menos próximas (sempre diante de perigo simbólico ou real) e com maior freqüência em portadores de constituição ansiosa.
Neurose Obsessiva Compulsiva - Neurose caracterizada por pensamentos obsessivos, que mantém o paciente em conflito permanente, estabelecendo com um mundo exterior uma forma especial de relação, que se manifesta pelos ritos conjuratórios, segundo Freud, seria produto de fixação na fase anal de desenvolvimento, traduzido em ação, o pensamento obsessivo passa a ser chamado de compulsão.
Neurose Fóbica – neurose exteriorizada através de fobias, resultando estas da fixação da angústia sobre situação ou objeto, aparentemente inofensivos; o neurótico fóbico aproxima-se do angustiado, só que evita o objeto de temor como meio de escapar a angustia. Mesma coisa que Histeria de angústia, termo introduzido por Freud para isolar uma neurose cujo sintoma central é a fobia, e para sublinhar a sua semelhança estrutural com a histeria de conversão.Histeria de angústia: esta inovação terminológica é assim justificada:Encontram-se sintomas fóbicos em diversas afecções neuróticas e psicóticas. São observados na neurose obsessiva e na esquizofrenia. Mesmo na neurose de angústia segundo Freud, podem ser encontrados certos sintomas de aspecto fóbico. Por isso em o Pequeno Hans, Freud acha que não se pode considerar a fobia “um processo patológico independente”.Existe, no entanto uma neurose em que a fobia constitui o sintoma central. Freud não a isolou imediatamente; suas primeiras concepções, as fobias, ou eram ligadas à neurose obsessiva ou a neurose de angústia, como neurose.
Neurose Obsessiva – compulsiva Neste caso o doente se vê dominado por idéias fixas, tolas, que não consegue afastar do seu espírito por mais que se esforce, ou então se sente compelido a realizar atos pueris, inúmeras vezes ( abrir e fechar portas, contar os degraus da escada, o numero de passos que dá em determinada direção, etc) É dominado por um certo “ritual”, do qual não se consegue libertar e se torna extremamente angustiado quando impossibilitado de executá-lo.
Estado de Ansiedade, Neurose de Angústia. Preocupação continua e extrema com algum problema, as vezes de pequena monta. Angústia e ansiedade manifesta.
Histeria, Pitiatismo. O paciente aparenta os mais variados sintomas físicos, como paralisias, dores, impossibilidade de ação, perda da visão ou audição, ataques semelhantes aos epilépticos, atitudes teatrais, dramáticas, etc; sem que existam anomalias orgânicas correspondentes aos sintomas. Não se esqueça de que, nestes casos o paciente sempre deseja uma platéia. Ele gosta de ser um “ator” diante dos seus “espectadores”
Neurastenia Fadiga ou exaustão nervosa, tanto do corpo como do espírito. Sintomas hipocondríacos, queixas diversas a respeito dos diferentes órgãos.
Psicastenia Incapacidade de deixar de fazer ou pensar coisas desarrazoadas e desnecessárias, sintomas mais de ordem psíquica. Ansiedade, cansaço psíquico permanente. Dificuldade na execução do menor esforço intelectual.

Ana Maria S. Pereira da Silva
Psicanalista e Terapeuta
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
 
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