segunda-feira, 3 de junho de 2013 0 comentários

Sabedoria Da Vida

Dois beduínos iam, um dia, por um deserto da Arábia, quando um Gênio lhes deu, além de alguns palmos de terra, num oásis, a um, um saco de ouro, a outro, um saco de estrume.
No ano seguinte, o Gênio voltou. O homem do saco de ouro continuava com o seu ouro. O homem do saco de estrume possuía um jardim, todo coberto de rosas.
A sabedoria humana consiste, não na conservação das coisas boas que recebemos, mas em transformar em coisas boas as más coisas que a vida nos possa dar.

domingo, 2 de junho de 2013 0 comentários

O Pastor e o Barbeiro

Um pastor todos os meses ia cortar o cabelo no barbeiro próximo à igreja.
Um dia o barbeiro tomou coragem e disse:
- Eu não acredito em Deus.
Pastor: Por que?
Barbeiro: Porque há tanta fome, peste, violência, guerras, injustiças, corrupções. Como pode haver um Deus Bom e Justo?
O pastor não disse uma só palavra.
Ao sair da barbearia, o pastor viu um mendigo cabeludo. Imediatamente,
voltou a barbearia e disse ao barbeiro:
- Eu não acredito nos barbeiros!
Barbeiro: - Por que?
Pastor: - Porque acabei de ver um pobre homem necessitado de um corte de cabelo, sem condições de pagar pelo corte.
Barbeiro: - Mas isso é porque ele não vem a mim.
Pastor: - Entendeu, agora?
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Saber Esperar.

Certa vez, em antiga cidade da Arábia, havia um velho mercador que vivia
pobremente em humilde casebre. Seu velho sonho era o de possuir um belo tapete com o qual pudesse adornar sua casa enquanto vivesse, e seu túmulo quando a morte o convocasse inexorável.
Entretanto, não desejava um tapete comum, mas um raro e custoso trabalho que encerrasse todas as qualidades e não tivesse nenhum defeito, por mais insignificante que fosse. Há longo tempo trabalhava para o seu sustento e economizava dos seus parcos recursos a fim de amealhar o suficiente para a realização do seu velho sonho!
Após a poupança de muitos anos calculou que já possuía quantia animadora e resolveu procurar a peça para verificar se já estava em condições de adquiri-la. Começou então a busca.
Pelas suas mãos experientes e pelos seus olhos inquiridores passaram dezenas de peças em uma variedade verdadeiramente prodigioso, todavia, se algumas provocaram verdadeira explosão de entusiasmo, decepcionava-se em seguida porque logo se lhe atentava em algum defeito.
Gastou assim longo tempo e, chegou por fim à conclusão que o tapete com o qual sonhava, não existia. Ninguém ainda conseguira fabricá-lo. Os amigos aconselhavam-no a desistir da busca ou a contentar-se com os belos mais imperfeitos trabalhos que examinara, mas, o velho mercador abanou a cabeça resoluto, dizendo: - Se o tapete perfeito que eu desejo não existe, é preciso fazê-lo. E, se ninguém consegue fazê-lo, eu o farei!
Alguns, observando a sua idade um tanto avançada, riam-se dele, acreditando-o senil, outros tentavam dissuadi-lo mostrando-lhe sua ignorância na arte difícil do artesanato. Mas, o mercador, obstinado, procurou por uma casa onde se fabricavam lindos e coloridos tapetes e, humildemente começou a trabalhar como aprendiz, iniciando-se na tecelagem.
Depois de algum tempo de esforço e forca de vontade, julgou-se com conhecimentos suficientes e, despedindo-se dos companheiros que o tinham ensinado, preparou-se para iniciar seu trabalho. Adquiriu todo o material, tendo cuidadosa e pacientemente examinado sua qualidade e finalmente iniciou corajosamente o trabalho.
Durante os anos que lhe restaram de vida, trabalhou na confecção do seu tapete. Cada dia, ao encerrar a tarefa admirava embevecido sua obra e não hesitava em desmanchar o ponto que lhe parecia imperfeito. Sentia-se feliz.
E pensava:
- Jamais alguém realizou um tapete tão belo e perfeito como este! Quando desencarnou, não havia conseguido terminá-lo, mas, seus amigos conhecendo-lhe o velho desejo, adornaram seu túmulo com o tapete inacabado, procurando assim cumprir seu último desejo.
Durante muito tempo o espírito do mercador desencarnado, permaneceu jungido ao tapete procurando terminá-lo. Nada pôde afastá-lo dessa obstinação, até que foi novamente atraído à reencarnação na terra. Viveu existência difícil e obscura, procurando por algo que não sabia definir.
Quando o sofrimento o atingiu nas lutas de cada dia, objetivando reajuste inevitável com a Lei, encontrou nele reservas inusitadas de paciência e resignação, de esperança e confiança no porvir. E, assim, seu espírito foi atravessando algumas existências, enriquecendo-se cada vez mais de virtudes, até que, após uma proveitosa e vitoriosa encarnação, foi recebido festivamente pelos amigos e companheiros alegres, no plano espiritual.
Durante a recepção, emocionado diante de tantas atenções e demonstrações de carinho, num vislumbre retrospectivo, recordou-se de algumas encarnações anteriores e, num átimo, lembrou-se, como a criança que se recorda de uma travessura, do seu antigo desejo de obter um tapete perfeito. 
Usando os arquivos da memória, desejou rever o tapete inacabado que durante tanto tempo o maravilhara. Todavia, o trabalho que se lhe apresentou à visão decepcionou-o. Não possuía nada de maravilhoso, pelo contrário, agora, vendo-o como realmente era, notava-lhe uma porção de defeitos. Um tanto acabrunhado, verificou que seu sonho de tantos anos não passava de um trabalho de principiante, muito inferior aos que tantas vezes examinara e se recusara a comprar.
Foi quando notou a presença de luminoso companheiro e amigo, que acompanhando-lhe o pensamento, disse-lhe: - Não te envergonhes da tua obra, por mais imperfeita que ela agora te pareça. Há muito mais valor na obra que sai das nossas mãos, do nosso esforço, da nossa vontade, por mais carentes que sejam, do que as que passam pelos nossos olhos por mais belas que se nos afigurem. O tapete inacabado, é precioso para ti, porque a ele deves o desenvolvimento da tua força de vontade, a conquista da humildade reiniciando em idade avançada um aprendizado difícil. Recorda-te, que já tuas mãos não eram firmes, teus olhos não enxergavam claro e teu corpo doía no esforço da posição que o trabalho exigia. A ele deves a conquista da paciência construindo com tuas próprias mãos o trabalho desejado. Olha bem para ele e perceberás o quanto
lhe deves!
O ex-mercador, comovido, fitou novamente o velho tapete inacabado e, com espanto notou que ele se revestia de luz em diversos pontos, colorindo-se de maneira admirável. Em poucos instantes, transformou-se no mais belo e maravilhoso tapete que jamais vira.
Surpreendido, voltou-se para o amigo que explicou, sorrindo:
- Enquanto continuavas tuas lutas na Terra, os teus amigos resolveram ajudar-te para que continuasses a confecção do teu tapete. Para isto, constituíram pontos de contato entre as virtudes que desenvolvestes na confecção da peça, impregnando-a tu mesmo, à medida que as desenvolvia, calorias e melhoravas o tapete que ora, na festividade do teu regresso, te entregamos, como símbolo que é da conquista da tua perfeição espiritual que como sabes era e é a única meta que inconscientemente te norteava os desejos. Leva-o agora para adornar o lar que te espera no aconchego deste regresso feliz e lembra-te sempre que na vida, para a conquista do que almejamos, é imprescindível saber esperar.
sexta-feira, 31 de maio de 2013 0 comentários

Winnicott

Donald Woods Winnicott nasceu em 1896 numa família rica de comerciantes em Plymouth, na Inglaterra. Ao entrar na faculdade de Medicina, foi convocado para servir como enfermeiro na Primeira Guerra Mundial, na qual fez as primeiras observações sobre o comportamento humano em situações traumáticas. Especializou-se em pediatria, trabalhando 40 anos no Hospital Infantil Paddington. Paralelamente, preparou-se para ser psicanalista. Trabalhou como consultor psiquiátrico do governo, tratando de crianças afastadas dos pais na Segunda Guerra Mundial. Em 1949, separou-se da primeira mulher, a artista plástica Alice Taylor. Dois anos depois, casou-se com Clare Britton, psicanalista e organizadora dos trabalhos do marido. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise e morreu em Londres, em 1971. 
segunda-feira, 20 de maio de 2013 0 comentários

Quem foi Édipo?



Para construir o conceito de Complexo de Édipo, Freud utilizou-se da mitologia grega, mais especificamente do teatro, escrito por Sófocles chamado “Édipo Rei”.
O mito conta a história de Laio, rei de Tebas, que teria sido avisado por um Oráculo sobre seu futuro maldito: ele seria assassinado por seu próprio filho que se casaria com sua mulher, ou seja, a mãe deste. Para evitar que isso se concretizasse, Laio decide abandonar a criança num lugar distante, colocando-lhes pregos nos pés, para que morresse. Um pastor encontra a criança e lhe dá o nome de Edipodos (pés-furados). Essa criança, mais tarde é adotada pelo rei de Corinto. Ao consultar o oráculo, Édipo recebe a mesma mensagem que seu pai Laio recebera anos antes, mas, acreditando que se tratava dos pais adotivos, Édipo foge de Corinto. Em sua fuga, Édipo se depara com um bando de negociantes e seu líder e acaba por matá-los todos em uma briga, sem saber que esse líder era Laio, seu pai. Ao chegar a Tebas, Édipo decifra o enigma da Esfinge e livra a cidade de suas ameaças, assim recebe o trono de rei e a mão da rainha Jocasta, agora viúva. Os dois se casam e têm quatro filhos.
Anos depois, quando uma peste chega à cidade, Édipo e Jocasta consultam o oráculo para tentar resolver essa questão e acabam por descobrir que são mãe e filho. Jocasta suicida-se e Édipo fura os próprios olhos como punição por não ter reconhecido a própria mãe.
O que é Complexo de Édipo?
Freud se apropria do mito de Édipo para formular sua ideia de que exista na relação da tríade (pai-mãe-criança) um desejo incestuoso da criança pela mãe e a interferência odiada do pai nessa relação.
Assim, o Complexo de Édipo é uma formulação usada para explicar o desenvolvimento sexual infantil. Esse conceito foi trabalhado diversas vezes durante a construção da teoria freudiana e posteriormente por seguidores da psicanálise, tornando-se uma formulação ainda em construção à qual se dedicam inúmeros autores ao redor do mundo.
Uma das características marcantes da evolução do conceito de Complexo de Édipo é a atribuição, cada vez maior, de valor à fantasia. Isso porque a formulação edípica foi justamente a saída de Freud, quando decide abandonar a Teoria do Trauma, que colocava no plano do real a origem da neurose. Para entender melhor, vamos refazer resumidamente esse caminho percorrido por Freud.
Inicialmente, baseado nos relatos clínicos, Freud chegou a acreditar que a neurose adulta era decorrente de um trauma sexual, ocorrido na infância, que retornava anos mais tarde, na puberdade. Essa teorização, todavia, foi sendo desconstruída à medida que Freud passa a considerar que as experiências de seus pacientes se tratavam não de traumas reais, mas de fantasias. A mudança na teoria freudiana a partir disso é significativa: atribui-se grande valor ao conflito psíquico e admite-se a ambivalência de sentimentos das crianças na relação com seus pais.
Segundo Freud, a resolução do Complexo de Édipo é responsável pela inserção da criança na realidade, pela quebra das relações simbióticas, através do reconhecimento das interdições, ou seja, pelo reconhecimento do pai na relação. Esta figura paterna, inicialmente percebida como mero obstáculo à realização dos desejos, é aos poucos introjetada.
O complexo de Édipo é estruturante da personalidade, e a dificuldade em ultrapassar esse momento e identificar-se a figura paterna pode ser a explicação de muitos comportamentos de dependência e imaturidade de indivíduos adultos. A inserção da figura paterna depende, entre outros elementos, da postura da mãe com relação ao pai. Não se pode falar em uma idade exata para que o complexo de Édipo se manifeste ou se dissolva. Freud falava em uma fase entre os três e os seis anos de idade. Para outros psicanalistas como Melanie Klein, a introjeção da figura paterna acontece bem antes, logo nos primeiros anos de vida.

;Autoria  do Artigo: Juliana Spinelli Ferrari
domingo, 19 de maio de 2013 0 comentários

De fato, não podemos traduzir a linguagem do inconsciente para a consciência sem empresta-lhe palavras do nosso domínio consciente."
Melanie Klein
domingo, 7 de abril de 2013 0 comentários

Diferenças Entre Paixão e Amor



1. A paixão vive na lama da insegurança; o amor vive no terreno da
confiabilidade;
2. A paixão controla os passos; o amor incentiva a caminhada;
3. A paixão arde em ciúme do outro; o amor queima em prazer pelo sucesso
dele;
4. A paixão corrige em público e elogia em particular; o amor faz o
contrário;
5. A paixão é agitada e agressiva; o amor, calmo e protetor;
6. A paixão produz o individualismo; o amor, a individualidade;
7. A paixão gravita na própria órbita; o amor pensa nos outros;
8. A paixão flutua entre o "céu e o inferno" em instantes; o amor é estável,
mesmo diante das contrariedades;
9. A paixão é inquieta, nutre-se com a ansiedade; o amor é paciente,
nutre-se com o cardápio da tranquilidade;
10. A paixão vê a tempestade e se amedronta; o amor vê no mesmo ambiente a
chuva e, com ela, a oportunidade de lançar suas raízes;
11. A paixão produz rompimentos traumáticos; o amor dá sempre uma nova
chance;
12. A paixão cobra muito; o amor entrega muito;
13. A paixão gera janelas killers, produz traumas, diminui, humilha,
inferioriza, compara, enquanto o amor produz janelas lights, exalta,
promove, incentiva, aplaude;
14. A paixão aprisiona os apaixonados em torno de si; o amor liberta os
amantes, os faz enxergarem um mundo de oportunidades ao seu redor;
15. A paixão não tem dignidade, faz chantagens, não admite em hipótese
alguma a perda, enquanto o amor é nobre, não pressiona, dá liberdade para o
outro partir. Só o amor inteligente sabe que o medo da perda acelera a
perda.


Mentes Brilhantes Mentes Treinadas.
Augusto Cury

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
 
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