Mensagem aos Formandos Em Psicologia do campus Tatuapé
De todos fica a saudade, o aperto no peito, os sonhos que sonhamos. De tudo ficará aquele sorriso de encontro. De tudo que fomos, saudade! Para tudo, que sejamos força, coragem! Sentiremos saudades!”
Essa citação deixa clara a todos nós a grande saudade que os colegas de classe da Universidade Paulista, ao se formarem sentirão com certeza um pelo outro. Afinal foram tantos anos de convivência, dividindo sonhos, emoções e esperanças, que com certeza essa fase ficará na memória das pessoas muito tempo, senão para toda sua vida.
Embora não esteja presente na colação de grau, fica a honra de ter sido convidado a ser o paraninfo.
Atenciosamente:
Prof. Joaquim de Oliveira Teles
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Viviani Marcelino Modesto, Stella Guariente, Luciana Santos e outras 30 pessoas curtiram isso.
Carol Santana Obrigada por tudo professor, tenho certeza que além de mim, diversos alunos se sentem orgulhosos de ter aulas com um professor tao qualificado e tão humano quanto o senhor. Segunda feira é um dos dias mais importantes da minha vida e de muitas outras pessoas, e a sensação de dever cumprido é maravilhosa. Muito obrigada por dividir todo seu conhecimento.
24 de agosto às 13:40 via celular · Curtir (desfazer) · 9
Rosangela Ap Lopes Receba nossa gratidão pelos anos em que dedicou- se a nos engrandecer com seus conhecimentos, carinho e paciência. Você Professor fará parte da nossa história para sempre.
24 de agosto às 20:23 · Curtir (desfazer) · 5
Joaquim De Oliveira Teles Obrigado Rosangela, vocês foram alunos muito especiais.
24 de agosto às 20:54 · Curtir · 1
Alvin Alves Professor, agradeço pela o oportunidade que tive de ter o Senhor como meu professor nas disciplinas; FISIOLOGIA GERAL e NEUROFISIOLOGIA és um grande Homem, foi pouco o tempo que estivemos juntos na minha trajetória como universitário, mas o suficiente...Ver mais
há 22 horas · Curtir (desfazer) · 2
Joaquim De Oliveira Teles Obrigado Alvin pelas palavras carinhosas, são aluno, melhor dizendo discípulo como você, que faz valer a pena lecionar. Obrigado mais uma vez pelo carinho.!!!
há 20 horas · Curtir · 2
Sandra Franca Nosso carinho e respeito por esse grande mestre que trouxe sua contribuição para a nossa formação com seu muito saber, dedicação e seriedade em ministrar suas matérias. Levarei para minha vida um pouco de você, ou seja, de sua postura ética e profissional simplesmente BRILHANTE. OBRIGADA Prof Joaquim De Oliveira Teles, GRANDE ABRAÇO.
há 15 horas · Curtir · 1
Joaquim De Oliveira Teles Obrigada Sandra pelas palavras carinhosas, certamente um Mestre é produto de bons Discípulos e certamento você se encontra entre eles.
alguns segundos atrás · Curtir
O príncipe Hi-Chang-Li era vaidoso e fútil.
Um dia, ao regressar de um passeio em companhia de vários amigos, encontrou Confúcio. O venerável filósofo, sentado na laje de um poço, meditava tranqüilo.
- Eis uma oportunidade feliz- declarou o príncipe. – Consultemos esse famoso pensador sobre as dúvidas que nos ocorreram durante a excursão.
Um dos mandarins aproximou-se de Confúcio e interrogou-o:
- Em que consiste, ó esclarecido filósofo!, a verdadeira Caridade?
- Em amar os homens!- foi a resposta.
- E a Ciência?
- Em conhecer os homens!
- E o Erro?
- Em confiar nos homens!
- E qual a arte mais difícil?
- Governar os homens!
Ao ouvir aquelas respostas, disse o príncipe, em voz baixa, ao mandarim:
- Noto que o velho retórico insiste em formar as respostas da mesma forma, relacionado-as, invariavelmente, com os homens. Irrita-me essa preocupação maníaca. Pretende, com certeza, diverti-se a nossa custa. É preciso interrogá-lo de modo que ele se veja obrigado a modificar o estribilho.
- Nada mais simples- rosnou, entre dentes, o mandarim.
- Podes dizer-me, ó eloqüente filosofo!, quantas estrelas há no céu?
Respondeu o Mestre:
- São tantas quantos os pecados, erros, defeitos e imperfeições dos homens!
E depois de proferir tais palavras, levantou-se vagaroso e afastou-se dos indesejáveis arguidores.
Conto de Malba Tahan
Olhando então para o lado direito, pôde
ver ao longe, uma enorme indústria que
lançava um pó branco no ar. O vento
trazia o pó até a folhagem das árvores. Mesmo
distante, dava para ver que algumas
árvores ao redor da indústria estavam totalmente
brancas e muitas outras estavam mortas.
“O branco das árvores é a poluição da
indústria. Justo daquela que se diz tão
preocupada com o meio-ambiente...” Da janela
dava pra ver também a estradinha que
passava em frente à indústria e seguia até a
entrada da cidade. Por ela passavam
vários operários que deixavam o seu turno, todos
com um aspecto triste, sofrido e de
insatisfação. Alguns conversavam, outros tossiam,
outros simplesmente acompanhavam aquele
cortejo disperso e lúgubre.
Ao mesmo tempo que o rapaz satisfez as
suas primeiras curiosidades, outras
imediatamente foram surgindo: Por que o
aspecto taciturno e sofrido dos operários?
Eles não deviam estar satisfeitos por
terem um trabalho e, principalmente, por ter
acabado o seu expediente? Por que uma
empresa tida como modelo na cidade não se
preocupa com o pó lançado sobre as
árvores? E por que é justamente ela a que mais
fala em defesa do meio ambiente?
Ao retomar a cabeça para dentro da casa,
o rapaz deparou-se com o velho Américo de
pé ao seu lado, com um sorriso algo
maroto estampado nos lábios.
E então? – perguntou o filósofo – O que
viu agora?
O rapaz contou a sua experiência e as
novas inquietações surgidas. O velho ouviu tudo
atentamente e foi conversando também com
o jovem.
- Bem filho, você quebrou a janela. Creio
que agora você não precisa mais de mim.
Este foi o início de sua descoberta da
filosofia. Você foi um bom aluno e já começou a
filosofar. Para prosseguir, vá resolver
suas novas inquietações. Mas jamais se
esqueça: nunca olhe as coisas somente através
das janelas - e fazendo um gesto vago
em direção aos livros acrescentou – o dia
que precisar de livros...
O rapaz estava eufórico. Sorriu um pouco
embasbacado. Tinha a sensação de que,
enfim, compreendera. – Tenho que ir
embora agora, não é?
- Mas apareça sempre para conversarmos.
Não pense que já sabe tudo...
- Com certeza. Estarei sempre aqui.
Após despedirem-se, o jovem saiu e nem se
preocupou de pegar o caderno na porta.
- E o caderno? Você esqueceu!
- Pode ficar com ele. Não precisei
mesmo...
- Lembre-se de me pagar o concerto da
janela! O rapaz, já virando uma curva na
estrada, fez sinal de positivo, sorriu e
desapareceu na estrada.
Alguns anos se passaram. Em contato com
os amigos, o jovem tentava, depois de
muito tempo de busca, relatar aos amigos
e fazê-los entender as suas descobertas
com relação a vários aspectos da
realidade. Conversava sobre as falsas verdades que
prevaleciam entre os homens, sobre a
manipulação das pessoas por interesses de
grupos, sobre o sentido da vida do ser
humano, sobre as estruturas sociais
massacrantes... Mas nem sempre conseguia
convencer. Muitos nada entendiam, não
queriam entender, fechavam os ouvidos e
até se chateavam com a conversa. Estes,
eram sempre os mesmos e sempre iguais,
nunca mudavam. Viviam na sua vidinha
medíocre na ilusão de estarem felizes e
satisfeitos. Eram controlados pelo mundo e
moviam-se sem vontade própria, embora se
achassem livres. Mas na verdade, eles
não haviam quebrado a janela...
No dia seguinte, repetiu-se a mesma
coisa. O rapaz era insistente. A curiosidade para
ele era como um vício difícil de
abandonar.
- Posso pegar um livro, seu Américo?
Ainda não.
- Mas tem vários sobre filosofia aí,
porque eu não posso ler?
- Você me pediu uma coisa. Queria
aprender filosofia. Se quer aprender com os livros,
basta comprá-los.
O rapaz desconcertou-se. Na sala a mesma
cena dos dias anteriores. O jovem em
frente à janela e o velho na escrivaninha
praticamente não se comunicava. Na cabeça
do rapaz pairavam as dúvidas do dia
anterior. “Por que a cor branca do lado direito das
árvores? Por que aquela correnteza forte?
Por que a chuvinha que não pára?”... “Por
que a cor branca nas árvores, a
correnteza, a chuvinha? Cada vez mais seus olhos se
prendiam na janela. “Por que a cor
branca? Por que a correnteza? Por que a
chuvinha?”... “A cor branca, a correnteza
a chuvinha...” Aquelas dúvidas na cabeça, a
janela imóvel postando-se entre ele e a
imponência da paisagem e o silêncio
enigmático do velho deixavam o rapaz
extremamente irritado e incomodado. “Paisagem
com árvores com cor branca por quê? Por
que correnteza forte e chuvinha que não
pára?”
E olhava a janela irritado. “Cor branca
correnteza... chuvinha...” “Por que a paisagem é
assim?” “Cor branca, correnteza e
chuvinha. A janela... a paisagem. O velho não fala
nada...” Sua mente estava a ponto de se
desorientar. Suas perguntas ribombavam
como vozes que ecoavam em seu cérebro:
“Por que a cor branca nas árvores? Por que
a correnteza forte do rio? Por que a
chuva fina não cessa? O jovem ia se agastando,
mas as questões permaneciam, como se
tivessem vida própria. “Por que a cor branca,
por que correnteza forte, por que
chuvinha incessante... Por quê? Cor branca...”
Tomado por uma raiva súbita e explosiva
que o fez agir quase que inconscientemente,
o rapaz pegou um banquinho que estava na
sala e atirou-o contra o vidro da janela
com toda a força. Os estilhaços se
espalharam por dentro e por fora da casa. Não
sobrou quase nada da vidraça. O barulho
chamou a atenção do velho que, após um
sobressalto, voltou-se calmamente para
trás. Viu o jovem de pé, arfando, com o
desespero estampado em seu semblante. O
velho fitava-o enternecido, com um
aspecto paternal. Sua feição confundiu
ainda mais o jovem, que esperava algum tipo
de repreensão.
- Seu Américo, desculpa... Eu não sei o
que dizer, meu Deus... – Vou dar um jeito de
limpar... É que...
O velho sorriu mais uma vez.
- Não vai até lá? Perguntou o filósofo.
O rapaz ficou confuso.
Vá, vá olhar.
O visitante titubeou, mas foi até a
janela destruída. Seus tênis fizeram estalar alguns
cacos pelo chão. Parou, olhou novamente o
velho e depois enfiou cuidadosamente a
cabeça para fora da janela, evitando
encostar nos cacos de vidro restantes.
A visão que teve foi como o ascender das
luzes em uma festa surpresa, onde a
curiosidade proporcionada pela escuridão
é satisfeita pela aparição do bolo, dos
parentes, dos amigos, dos enfeites, etc.
A paisagem que o jovem via antes através do
vidro pareceu esticar-se ao infinito,
possibilitando que ele contemplasse as respostas
para aqueles seus questionamentos.
Do lado contrário à correnteza do rio,
bem próximo da casa, uma bela cachoeira
lançava suas águas sobre algumas pedras
mais salientes da pequena montanha. Com
a força da queda, a água espirrava longe
e molhava, como uma chuva fina, a relva nas
imediações. “Era por isso a correnteza
forte! E a chuva não é chuva, são respingos!
Por isso não cessa!” A descoberta fez o
jovem regozijar-se.
sábado, 27 de julho de 2013
1 comentários
Prof° Joaquim de Oliveira Teles Homenageado pelos Alunos de Psicologia do Campus Tatuapé.
No outro dia, mais ou menos na mesma hora
o rapaz voltou a bater à porta do velho
Américo. Havia pensado a noite inteira.
Quase pensou em desistir, mas um estalo na
mente o fez mudar de ideia e continuar a
busca. “Acho que descobrir o que é filosofia”.
Pensou.
- Boa tarde, Filho. Que surpresa.
- Seu Américo, acho que descobri o que é
filosofia!
O velho olhou meio cético e foi entrando
na casa arrastando as sandálias.
- Deixe o caderno lá fora – pediu o
filósofo já de costas.
Sentaram-se ambos novamente próximo à
janela. O velho pôs-se em atitude de escuta.
- Olha como o senhor mostrou-me uma
janela com uma paisagem e eu estava
querendo aprender filosofia, conclui que
filosofar é contemplar as coisas belas da
natureza, sentir estas coisas e
interiorizá-las. É um tipo de contemplação!
O velho ficou sério, impassível, fitando
o rosto sorridente do jovem. Passados alguns
segundos o rapaz perguntou: - Acertei?
- Não estamos em um jogo de adivinhações.
- Mas não é isso que é a filosofia? –
perguntou preocupado.
O velho Américo sorriu. O jovem animou-se
e sorriu também. De súbito, o velho ficou
sério novamente e disse:
Não. Não é isso. – Levantou-se e foi
sentar-se à escrivaninha. O sorriso do jovem foi se
desfazendo aos poucos e a raiva tomou
conta de seu corpo.
- Não dá pra dizer logo o que é?
O velho permaneceu calado folheando os
manuscritos. O rapaz estava irritado ao
extremo e teve vontade de ir embora. Mas
insistiu em ficar, pois era persistente em
tudo o que fazia. Voltou-se para a janela
e pôs-se a fixá-la com os olhos. Estava igual.
As árvores com a coloração branca do lado
direito da folhagem, o rio com a correnteza
forte, a relva molhada e a chuvinha que
não parava de cair. Não conseguia ver mais
nada além disso.
- Tenho que tentar modificar a paisagem
com pensamento? É isso?
- Não – respondeu o velho tranqüilo.
Novamente a janela e a paisagem. Cansado
daquilo, o rapaz começou a observar as
fotos dependuradas pelas paredes da sala.
Em uma delas, um jovem, provavelmente o
próprio Américo, falava na rua para um
grupo de pessoas, aparentemente operários.
Em outra foto ele e uma mulher se
beijavam. E ainda outra, aparecia ele sentado, já
com mais idade, em uma assembléia com
inúmeras pessoas.
A última foto que o rapaz observou
mostrava quatro rapazes, dentre eles um que
parecia o velho filósofo, em sua
juventude, brindando com copos de cerveja; nesta
todos sorriam.
Tendo passado algumas horas, o rapaz foi
tomado por uma súbita curiosidade. “Por
que o lado direito das árvores possui
essa coloração branca? “Por que este rio tem
essa correnteza tão forte?” “Por que esta
chuvinha fina não pára?” Fez cada uma
destas perguntas ao filósofo. A resposta
foi o silêncio e um sorriso que o jovem não
pode perceber. “É um começo”, sussurrou
Américo para si mesmo, “é um começo...” O
rapaz não entendeu nada e zangou-se.
O rapaz estava ansiosíssimo.
- O que você vê ali? – perguntou o velho
apontando para a janela.
- Uma janela.
O velho sorriu.
- Uma janela – acrescentou o rapaz,
querendo mostrar-se inteligente – mas com uma
paisagem atrás. – Olhou para o velho e
este ainda sorria.
- A paisagem é formada por um rio,
árvores, capim rasteiro. – Ainda o sorriso do
filósofo.
- Um rio com uma forte correnteza –
continuou o jovem -, as árvores com uma
coloração branca do lado direito da
folhagem, o capim molhado... Ah! Uma chuvinha
leve molha o capim.
O velho levantou-se, ainda sorrindo, e
murmurou baixinho: “é um começo...” Foi se
afastando em direção à escrivaninha sob o
olhar interrogativo do jovem.
- Fique à vontade, eu tenho umas
coisinhas a fazer.
Dizendo isso foi sentar-se à escrivaninha
e começou a folhear uns manuscritos. O
visitante ficou confuso, olhou para a
janela pensativo e tentou ver algo mais na
paisagem que ainda não tinha dito. Não
conseguiu. “O que o velho quer?” Continuou
vendo a paisagem através do vidro. Ela
continuava a mesma.
- É bonita a paisagem, né? – perguntou ao
filósofo.
O velho pareceu nem ouvir. “O que tenho
que dizer?” O rapaz continuava olhando para
a janela. Nada havia mudado.
“O que isso tem a ver com eu querer
aprender filosofia? O que é a filosofia afinal?
Levantou-se e foi em direção à estante de
livros. Escolheu um com os olhos e quando
estendeu a mão para pegá-lo foi
repreendido pelo velho.
- Não. Não pegue nenhum livro aí.
- Não pode? – perguntou o rapaz meio
assustado.
- Por enquanto não.
“Que diabo de lição é esta?” O jovem
estava totalmente confuso. “Será que este velho
é caduco? Eu quero aprender e nem posso
olhar um livro?” Sentou-se novamente em
frente à janela e ficou pensativo. Tudo
estava igual.
Algumas horas se passaram e a tarde
começava a morrer. O velho levantou-se e
dirigiu-se ao rapaz, que não havia tirado
os olhos da janela.
Já está ficando tarde. É melhor você ir.
- Mas... E a aula? – O velho sorriu mais
uma vez abriu a porta para o jovem sair.
- Boa tarde, filho. Não esqueça o caderno
lá fora.
O rapaz zangou-se. Ficou uns segundos
parado, olhou uma última vez para a janela e
depois saiu. – Boa tarde... Professor.
Meu nome é Américo. Pode me chamar assim.
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